quarta-feira, 24 de maio de 2017

#235 - Malditos ou Inocentes

Fico me questionando sobre os desígnios de Deus, a interferência externa e até que ponto isso é "saudável" tendo em vista que alterar um destino "traçado" pode trazer consequências por vezes funestas, se não houver muito equilíbrio e discernimento. 
Foi o que aconteceu comigo, quando naquela noite de verão, minha intuição falou mais alto e numa busca incansável de informações descobri algo que foi um verdadeiro choque para mim, mas que só algum tempo depois compreendi tratar-se de pura ignorância, mas que ainda assim trouxe consequências nada agradáveis e que tento compreender até hoje, apesar de ter perdoado o autor antes mesmo do trágico destino em que todos nós estamos fadados.
Desde que me conheço como gente, sempre fui diferente de todos os demais meninos, mais meigo, mais organizado, mais solícito e mais requintado. Sempre sonhei em ter uma vida própria e próspera, ao lado de alguém especial e poder estender a mão àqueles que precisam.
E então, depois de muito tempo e sem esperar nada ele me encontrou como num passe de mágica. Não entendi o que estava sentindo e nem ele, mas depois eu compreendi e então que descobri o quanto o preconceito (maldade) das pessoas pode atrapalhar a relação entre duas almas que se amam. Mas como falei anteriormente, o que vem de Deus, permanece intacto, apesar das inúmeras interferências. E tem sido assim, até que pensei que as coisas voltariam ao seu eixo, quando sou surpreendido pela notícia de mais uma "traição" e novamente ficamos afastados pelo corpo, mas nunca pela alma. Não vou dizer que sinto raiva, vontade de xingar, brigar, gritar, dizer mil e um desaforos e as vezes até retribuir toda maldade que fizeram conosco. Porém, tenho aprendido a perdoar e sempre querer o melhor àqueles que de certa forma "prejudicaram" minha caminhada.
Enfim, apesar de todos os obstáculos, ainda acredito na vitória, não só minha, mas nossa e na nossa prosperidade, felicidade e bênção dos céus. E eles, malditos ou inocentes?
¿Beijos!

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

#234 - Retrospectiva 2016

É a primeira vez que faço algo do gênero e confesso que esse ano foi um dos mais atribulados em toda a minha vida, com altos e baixos que deixaram marcas profundas em minh' alma e que por duas vezes pensei que fosse sucumbir, diante das perdas que eu tive.
A começar pelo fim do ano anterior e primeiro deste, o último em que estive com minha mãe e minha amiga /Valdinea Marins/.
E apesar de estar com o coração partido por ter descoberto mais uma traição (de alguém que eu amava e que jurou o mesmo por mim) para colecionar, o ano começou bem, com um bom emprego, "boas pessoas", visita de alguns parentes do PR e mais um convite para ser padrinho de casamento  de outro primo do PR. Apesar da descrença das pessoas de lá, em relação a minha presença (haja vista esse ser o 4º convite), fui e em meio a todos os obstáculos que surgiram consegui chegar lá. Foi muito bom rever toda a família!
Também foi o ano em que recebi vários "sinais" para não desistir do meu grande sonho e ainda que sendo "espremido" pela vida, segui em frente.
Tive o prazer de ir ao cinema (Snoopy & Charlie Brown - Peanuts, O Filme), pela última vez com a minha amada sobrinha antes dela ir morar na Espanha, com minha irmã e cunhado, decisão essa que foi a melhor que eles tiveram. Aliás, com isso eles puderam proporcionar o melhor presente que minha mãe pôde receber, quando viajou para alguns países do "Mundo Velho" e mais uma vez viu o Papa Francisco de perto (a primeira foi na JMJ), em Roma.
Não fiz novas amizades, até porque esse termo (assim como a palavra "amor") é muito complexo e são raros os que compreendem o real sentido da palavra. Algumas amizades se mostraram mais fortes enquanto outras demonstraram-se frágeis diante das intempéries que a vida nos impõe.
As terapias com as psicólogas foram essenciais para que eu não sucumbisse de vez e agradeço a Sigmund Freud por ter dado o ponta pé inicial para esses grandes profissionais, em especial às dras. Clécia Campanha e Danielle Alves.
E mais uma festa temática (Festa Ploc no CaFofo) foi realizada, graças a ajuda dos amigos Márcio e Leylane, sem a qual a festa não teria tido tanta graça.
Sobre sentimentos, sei o que significa (na essência) a palavra "amor", pois ainda amo como poucos amam e mais do que nunca sei o significado da palavra "saudade" e esse ano ela se tornou minha amiga inseparável.
Quanto mais vivo nessa cidade, menos vontade tenho de ficar nela. Eu e muitos cariocas fomos surpreendidos com a saída do dial carioca da Rádio Cidade 102,9 FM, deixando-nos com nenhuma opção do gênero, mais uma vez. Mas a rádio Antena 1 103,7 FM voltou para ser mais uma opção à JB FM 99,9 e outras do gênero.
Finalmente fui convidado a sair da Fry's Burger, numa época em que realmente precisava colocar "a cabeça" em ordem.
Alguns sonhos foram realizados, como a reforma do CaFofo, visita aos meus tios de Jacareí (com o velho), viagem para São Paulo, Santos e Paraná para rever amigos e parentes a colocação de dois brinquinhos em minha orelha.
Voltei a frequentar algumas festas/ choppadas em Seropédica, reafirmando a minha disposição para a farra e ainda assim acordar no dia seguinte disposto. E a pedido de um amigo, foi feito o terceiro furinho na orelha, assim como na dele, mostrando que não somos iguais a maioria, mas temos mais em comum do que ele mesmo quer aceitar. Esse ano foi o ano de visita ao Spoleto durante os 12 meses e consegui juntar mais 12 dólares com o Gnocchi da Fortuna, para a realização de nosso sonho.
E para manter a tradição, Árvore de Natal, Cartão de Natal e Cartão de Natal Virtual, mensagens para todos e o Ano Novo desejando bons fluídos, porque esse foi de lascar.
Espero que 2017 traga boas novas e que Deus tenha piedade de nós, porque ainda está sendo um período difícil.
¿Beijos!

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

#233 - A Eterna Luta de um Solitário

Desde que me conheço "por gente" sempre tive receio de ficar só nessa jornada chamada vida. Todavia, nunca fui uma pessoa de buscar qualquer relacionamento só para suprir a carência de ter alguém do meu lado. Sempre fui bastante exigente comigo mesmo.que dirá com as pessoas. E o tempo foi passando, me descobri a partir do momento em que percebi não sentir atração física por meninas e sim por meninos e então me redescobri como gay e logo de cara apaixonei-me por um rapaz encantador, porém enganador e sem boas intenções e nada equilibrado (descoberto depois de muitos anos).
O tempo foi passando e a busca por um relacionamento estável e duradouro continuava. Conheci algumas pessoas e com o tempo percebi que essa é uma missão árdua, principalmente para mim, que não aceita qualquer um que apareça em minha vida. E o tempo continuou passando, conheci um belo rapaz de outra cidade, graças a esse blog aqui que vos escrevo e depois do primeiro encontro, nosso relacionamento durou aproximadamente 5 anos. Os momentos foram bons, mas os objetivos não estavam alinhados para que o relacionamento seguisse em frente. E com uma música "Esqueça", nosso relacionamento terminou. E continuei minha vida, meu trabalho, meus planos até que ele apareceu do nada e me fez um convite inusitado. Mas as nossas conversas davam sinal claro que ele queria mais do que estava propondo e meu instinto estava certo, Mas como começar um relacionamento sério do zero, do nada...!? E estou nessa luta por mais ou menos 3 anos e cada vez que ele aparece é uma alegria e toda a vez que some (não importa o tempo), é uma tortura. E os amigos!?... Cadê eles? Também me pergunto. A opção de morar só fez-me ter a ilusão de casa sempre ocupada, com amigos entrando e saindo, reencontrando, dormindo por aqui, bagunçando e arrumando. Mas não é bem assim! A maioria já achou a sua "metade" não importando como eu veja o relacionamento deles e a prioridade mudou. Tantos anos já se passaram e eu não tive a minha necessidade do "social" e do "companheirismo" preenchido, causando-me frustração e tristeza. Mas como dizem... a felicidade não é desse mundo e eu sigo minha vida na solidão.
¿Beijos!