sábado, 16 de abril de 2016

#230 - Palavras ao Vento

Palavras são palavras...
Porém, as palavras têm um poder além do que muita gente imagina.
Desde que o mundo é mundo as palavras têm regido a humanidade, desde a época da forma primitiva (nas pedras) até os dias de hoje, com os atuais bits e bytes da informática.
E tem sido através das palavras, que o homem domina o próximo, individualmente ou em e até mesmo a humanidade. As Leis estão aí, escritas em todas as partes, seja nas escrituras sagradas ou na Constituição e seus adendos, Aliás, são as palavras (ou a ausência delas) que constroem ou destroem inúmeros relacionamentos.
E foram as palavras que trouxeram-me uma alegria há muito tempo esquecida, pela boca mais linda já visto em toda a minha vida, por uma pessoa que reluz um brilho tão leve que me trouxe a alegria de viver novamente e intensamente. Lindas foram suas palavras a mim direcionadas, frases sinceras e numa tonalidade que só quem ama poderia reconhecer como um sentimento sincero e puro. Palavras que se transformaram em sonhos, planos e uma vontade imensa de viver um ao lado do outro. Palavras que me conquistaram de tal maneira, que foi inevitável não amá-lo de maneira incondicional, numa intensidade jamais experimentada antes.
Mas foram outras palavras que fizeram com que ele se afastasse de mim e deixasse-me no limbo, levando contigo parte de minha alegria e vontade de viver. Palavras de uma pessoa má, sem sentimentos nobres, com ódio, rancor e toda sorte de preconceito. E essas palavras fizeram com que ele deixasse-me ausente de suas palavras, de sua presença, de seu carinho e de seu amor. Sonhos jogados no lixo, luz apagada, sentimento destruído.
E nessa guerra de palavras, surgem palavras de esperança, de fé e de que o sol voltará a brilhar no meu jardim. A ausência de suas palavras, escritas ou faladas trouxe a treva,
Apesar das palavras de conforto e esperança por dias melhores, esses meses de ausência de suas palavras tornaram-se verdadeiro martírio para mim. Se choro todos os dias sua ausência, as horas se arrastam e todo esse tempo transformou-se em tortura na minha alma. Não nego que espero ansiosamente pelo retorno de suas doces palavras, escritas e faladas, ouvir sua voz, ver o seu rosto, sentir o seu corpo, sentir o seu cheiro e ter para sempre você ao meu lado, para que juntos, possamos construir uma história com lindas palavras.
¿Beijos!

terça-feira, 15 de março de 2016

#229 - Parem de me boicotar

Não é de hoje que venho sofrendo boicotes ao longo da minha trajetória, seja por um motivo ou outro, mas sempre superando os obstáculos. Mas o mais engraçado foi que ocorreu nesse último fim de semana, quando fui convidado para ser padrinho de casamento (pela terceira vez) pelos meus primos. E eis que começa minha via crucis,.ainda no Rio de Janeiro...
1º boicote - a empresa a qual trabalho sofreu a "intervenção" de um gestor com a finalidade de pôr a "casa em ordem". Até então tudo bem, não fosse o fato do mesmo ter marcado uma reunião justamente no horário em que estava prevendo sair para embarcar na rodoviária, em direção ao sul do país. Ufa! Superado o primeiro boicote, fui eu ser obrigado a fazer a linha "Angélica" e fiz sinal para um táxi, indicando o meu trajeto. E eis que sofro o...
2º boicote - ao entrar no veículo, informo meu itinerário ao motorista e eis o que ouço: "o Google diz que o tempo para chegada até o ponto escolhido é de 50 minutos". Justamente o tempo em que meu ônibus iria sair... e foi uma longa e chata discussão da Zona Sul até a Rodoviária, pois era obrigado a lembrá-lo de quem dirigia o veículo não era o Google e sim ele. Até sugeri pegar "no voltante" para ir até o meu destino, mas com muita discussão e um certo "milagre", consegui chegar antes da partida, com 10 minutos de antecedência. E ainda fui convidado a dar um "prêmio" para o idiota. Tive que responder que quem merece prêmio sou eu, por fazer a coisa certa, todos os dias. Babaca!
Mas não bastam os outros me boicotarem, pois eu também entro no jogo e lá vamos para o...
3º boicote - Por sorte, meu pai foi no mesmo ônibus que eu, mas ainda que estivesse com lugar sobrando ao meu lado, o mesmo não quis ficar, acomodando-se no banco da frente. E eis que a Viação Garcia (em associação com a Sul Brasil) muda itinerário, horário etc. e torna a viagem mais longa (porém menos cansativa) e perto de chegar no meu destino, Morfeu chega de leve... até o momento em que sou acordado com a sutileza, bastante peculiar, de meu pai: "acorda, seu filhodaputa, pois já chegamos em Londrina". E eis que acordo e saio correndo, sem ao menos olhar o penteado e percebo que só eu é quem faltava desembarcar na cidade, antes do ônibus seguir. Mas como desgraça pouca é bobagem, vem a funcionária da loja de aluguel de roupas com o...
4º boicote - E após escolher as roupas para o casamento, recebo a grata notícia de que deveria ter feito uma reserva com 40 (quarenta) dias de antecedência. E eu questionei o porque desse prazo tão longo, que acabava de chegar da "Capital do Império" (para ver se conseguia impôr respeito) e a mesma me diz que o problema era a "bainha" das calças. Oras, retruquei eu: "minha tia tem máquina de costura, minha mãe é costureira, eu sou espírita e Clodovil vai baixar em mim e então eu mesmo faço a bainha das calças e te trago na segunda-feira". Me emputeci e consegui a roupa em pouco mais de 20 minutos. E chegando a hora do grande momento, o noivo me chama para a "foto com os padrinhos" e fomos lá para a sessão de fotos até que em dado momento pergunto: "Fabinho, que horas é seu casório?" Para minha surpresa, o próprio noivo estava acenando para o...
5º boicote - O casamento estava previsto para 17:30h e às 17:00h meu primo (o noivo) ainda estava comigo no hotel (aonde a sessão de fotos foi feita) quando então saímos de lá as pressas para que eu fosse arrumar-me na casa de minha tia trocar-me. E mais uma vez, fui salvo pelo "bongo", porque ela já estava indo embora, com a minha roupa, a minha procura e iríamos ficar um procurando o outro, atrasando mais ainda o casamento.
Apesar de tantos "imprevistos" de última hora, provei mais uma vez que sou brasileiro e não desisto nunca, jamais e que minhas palavras e sentimentos são únicos e sinceros.
Pronto para o próximo jogo!
¿Beijos!

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

#228 - Perdas e Danos

Fazendo uma retrospectiva de sua vida, parece-lhe que o constrangimento "caminha" contigo desde o seu nascimento. Ainda no berço, foi submetido a inúmeras agulhadas das enfermeiras (como se fosse boneco de vudu), com a finalidade de achar sua veia e aplicar a medicação. O constrangimento seguinte foi, já crescidinho, com as gêmeas taradas por criança "cheirando a leite". E na rua, tinha que provar a todo momento que não era menina (quase um atentado ao pudor) devido ao corte de cabelo que sempre remetia a tal lembrança. Um pouco mais crescido, e com um novo carma, a irmã caçula aprontava e ele apanhava. O pai fazia questão daquelas brincadeiras de gosto duvidoso, mas que para uma criança tornava-se  um tanto quanto "constrangedora" na frente de seus "colegas de copo". E continuando com a série de "bullying" contra ele, o seu algoz seguinte foi nada menos que seu primo mais velho, que o obrigava a manter relações quase sexuais, para satisfazer-lhe o prazer de homem e sempre com ameaças caso falasse algo. Na escola, sempre atacado pelos colegas da "cozinha", por não ter jeito nos esportes, por gostar de ler e apreciar mais o conhecimento e a cultura do que os demais rapazes, era chamado de "mongol". Até o presente momento não entendia o porque de tal comparação se ele nem de perto parecia com um. E o tempo foi passando até que chegou o momento de "virar" homenzinho. Desta vez o constrangimento foi na escolha da carreira a ser seguida e nisso foi induzido a prestar vestibular para um curso o qual não interessava. Já que não foi para o curso "sugerido", então foi "jogado" para uma faculdade que não tinha nada demais senão o endereço, na zona sul da cidade. Após decidir o que queria para si e na busca pelo "amor de sua vida", deparou-se com vários caras que lhe arrancaram suspiros, mas tudo não passava de "brincadeira de criança", e inúmeras vezes ele quebrou a cara, Mas foi com um tal de CatBoy que ele soube pela primeira vez o que era sentir amor de verdade. A dor de um amor não correspondido é uma dor que se sente n'alma, seguida de sentimentos que deixam qualquer pessoa, por mais forte que seja, um verdadeiro bagaço. E os constrangimentos se davam até no trabalho, apesar de sua postura tão discreta quanto reveladora e vez ou outra era obrigado a "engolir" todo tipo de piadinha contra gay ou ouvindo discursos no melhor estilo "cabeleira do Zezé". Em uma grande empresa, recebeu várias "bulinadas" de um colega de trabalho e provocações que davam a entender que haveria algo mais do que a amizade. E houve a dispensa (por outro motivo) sem que algo se concretizasse. E assim foi levando a vida, com várias pessoas passando por ele, apresentando-lhe a mentira e arrancando-lhe a esperança de encontrar pessoas melhores. Até roubo ele já sofreu e sempre prometeu para si mesmo jamais querer fazer novas "amizades", tendo em vista o histórico de pessoas que passaram pela sua vida. Mas aí aparecia alguém  que de alguma forma roubava-lhe a "chave do coração", fazia juras de amor para depois o presentear com um PB (não, não é sigla do Estado da Paraíba, mas sim o famoso "Pé na Bunda"). E mais uma vez, em casa, ele sofre com a brutalidade das palavras proferidas por suas mãe e irmã. Em seu último relacionamento, apesar do lindo casal que formavam, a incompatibilidade entre os objetivos de cada um e o temperamento agressivo do outro (não vale a pena apanhar por amor) fez com que a relação acabasse depois de cinco anos. E por falar em PB, numa "saída" descontraída, com alguém que já conhecia há algum tempo, eis que tem um pertence seu furtado, mas graças a Deus, recuperado 48h depois. Pois é... sozinho não tem como ser magoado por ninguém (#sqn) e assim ele levou sua rotina até que aparece alguém com um sorriso lindo, um rosto encantador, com sonhos para a vida, planos em conjunto e um discurso  que deixava claro o que aquele alguém jovem de espírito sentia por ele. Parece que, enfim, apareceu o melhor amigo do mundo. Mas tudo que foi dito, ainda que de pureza e sinceridade, não condisse com suas atitudes e acabou (mais uma vez) magoando por demais. Se há sinceridade, honestidade, boa índole e demais características dignas de consagrá-lo como o melhor companheiro que se pode ter, porque ainda ser machucado desse jeito? Mas o cara não mentiu! Então, quem mentiu? Até quando continuará a ser enganado?
¿Abraços!

#sqn - é incrível a capacidade de boicote a ele mesmo, quando se perde nos lugares, entra em favela por engano, troca endereços e até ponto de ônibus. Por sorte, ele tem um bom Anjo da Guarda, porque como guia...